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Geral

20/11/2018 09:44

Consciência Negra': atrizes de 'Malhação' exaltam a beleza negra em ensaio especial

Elas não têm nem 30 anos, mas impressionam pela maturidade. Falar com Yara Charry, Jeniffer Dias eLuellem de Castro é se deparar com universos completamente diferentes, porém extremamente ricos e inspiradores. Protagonistas negras da atual temporada de Malhação, as três jovens atrizes foram convidadas peloGshow para um ensaio em homenagem ao Dia da Consciência Negra,comemorado nesta terça, 20/11. O conceito? Exaltar a beleza e a força das mulheres negras, pensando tanto no passado, mas principalmente no futuro, numa pegada mais solar e futurista.Na TV, no teatro ou no cinema, essas atrizes, com histórias de vidas que muitas vezes ultrapassam suas idades, mostram agora por que vieram para ficar. Abriram o coração em uma conversa sincera, falaram como a arte as transformaram e mostram como viraram cidadãs mais conscientes e ativas na sociedade.

A menina de Coronel Leôncio (favela situada em Niterói, no Rio de Janeiro) cresceu e floresceu. Vinda de uma família humilde formada principalmente por mulheres, a Dandara do folhetim juvenil conseguiu ultrapassar suas próprias dificuldades para ir além: transformar a realidade à sua volta.

 

“Tudo o que eu tenho é feminino, vem da força da mulher. Eu cresci meio que querendo fazer a revolução; mostrar para as pessoas periféricas que tem algo além dali”Criadora do Projeto 111, que acaba de completar um ano, ela organiza saraus artísticos na cidade com o objetivo de promover reflexões e intercâmbios culturais, e pessoas de todos os tipos e lugares são muito bem-vindas. O importante é sempre a entrega e a interação, além de ser uma ferramenta social para artistas inquietos como ela, que sempre quiseram ter algo com uma identidade próxima a sua.
“É um evento muito democrático, sabe? A gente não cobra de ninguém para ir. Era algo que eu sentia falta. Às vezes eu queria ir para alguns lugares, mas não tinha grana. O Projeto surgiu da vontade de revolucionar essa estrutura social. Eu já fui a muitos saraus, mas nenhum tinha a minha cara. Eu aprendia muita coisa, mas nada sobre mim”, conta a atriz de 27 anos.

“Chamo a galera de periferia para cantar, tocar, expor seus trabalhos. Isso não é algo que acontece e, quando acontece, eles são os últimos a serem chamados. Dessa forma, eles têm oportunidade de mostrar a arte para outras pessoas e enxergar o mundo de outra forma”, diz.

Essa vontade de ajudar e transformar o próximo veio com força depois que a própria atriz passou por seu processo de autoconhecimento. Após um episódio marcante na adolescência, em que sofreu racismo na escola, ela mergulhou nos livros e fez pesquisas para saber mais sobre suas origens.

 

"Queria ter sido um pouco a Dandara naquele momento e ter um discurso na ponta da língua. Eu fiquei paralisada e comecei a chorar. Mas parece que virou uma chave dentro de mim. Comecei a estudar sobre racismo, ler livros de mulheres pretas. E só depois de ler sobre pessoas com uma realidade parecida com a minha, eu entendi o quanto a minha cultura era bonita"

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