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Internacional

11/08/2017 13:47 Fonte: DW/PJ/afp/ap/dpa

LÚCIFER ATACA: Verão de extremo na europa

 

Uma sufocante onda de calor apelidada de "Lúcifer" varreu o Sul da Europa, causando transtornos e destruição. Com temperaturas acima de 40 graus Celsius da Espanha, no oeste, aos países dos Bálcãs, no leste, safras secaram, reservas d'água evaporaram, e incêndios foram registrados.

Em meio às temperaturas recorde da ilha espanhola de Maiorca, os turistas disputam um lugarzinho à sombra. pessoas  encontraram abrigo sob a Catedral de Palma. Os hospitais estão lotados em diversos países europeus, com mortes por calor registradas na Itália, Espanha e Romênia.

As coisas não melhoram muito com o anoitecer. Nesta foto, tirada em Palma de Maiorca no meio da noite, um termômetro de rua marca 33 graus Celcius. Segundo cientistas, 2017 confirma a tendência global recente de calor extremo, e poderá contar entre os anos mais quentes já registrados.

A ultraturística capital da Itália contou entre as metrópoles mais atingidas pela onda quente. O Vaticano foi forçado a desligar as fontes de água potável em julho. Por sorte, no início de agosto, quando as temperaturas entraram na casa dos 40 graus Celcius, havia algumas possibilidades para se refrescar no centro de Roma.

Para as crianças, refrescar-se é também um grande pretexto para brincadeiras. Por toda a Europa as fontes públicas atraíram multidões como em Nice, no sul da França. Enquanto isso, em várias cidades tanto as autoestradas em direção ao litoral como as que levam a alguns aeroportos ficaram abarrotadas de moradores que tentam escapar do sufoco urbano.

Não é só o calor: julho de 2017 foi um dos mais úmidos desde os primeiros registros meteorológicos, em 1881, com relâmpagos cortando os céus e chuvas torrenciais frustrando os planos de churrasco ou banho de sol. Os cientistas confirmam que, além de ondas de calor e tempestades, a mudança climática global tem promovido condições meteorológicas extremas por todo o mundo.

Neste verão, o norte da Alemanha foi especialmente castigado por ventos com intensidade de tufão, deixando ruas inteiras recobertas de destroços. As tormentas derrubaram árvores inteiras. O tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo da metrópole sofreu distúrbios, e pelo menos duas pessoas morreram.

 

O fogo também assolou diversas regiões de Portugal, Itália, Espanha e Croácia, danificando e destruindo casas, fazendas e florestas. Até o fim de julho, o continente registrou mais do que o triplo da média anual de incêndios, sendo parte comprovadamente criminosa. Em junho, eles fizeram 64 vítimas em Portugal.

No Sul da Europa, os incêndios florestais também devastaram amplas áreas e as autoridades tiveram que evacuar a área, retirando 10 mil pessoas.


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